segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma hora ela vai embora...

     Saudade é um sentimento traiçoeiro ao meu ver. Dependendo do motivo pelo qual venhamos a senti-la, poderá a mesma ser reconfortante ou até mesmo destrutiva.
     É tão bom quando possuímos orgulho de um determindo momento que vivemos com alguém e mesmo que tenha havido um fim, conseguimos possuir gratidão por termos sido felizes. Um sorriso brota eminente na face. Onde não há mágoas... Aquela saudade gostosa.
     Embora nem tudo sejam flores, nos pegamos em fases desoladas. Saudade de um alguém que sabemos que não nos fez e não nos tem feito bem e mesmo assim um véu recai sobre nossos olhos e esquecemos todo o mal que passamos.
     Saudade não há tempo, não possui idade; é infinita dentro da perspectiva de cada ser. Ela vem e vai como um ciclo vicioso, nos prega peças. Se um dia ela irá embora? Não cabe a mim saber.
     Pensando bem, saudade é um sentimento bom, apego não. Não existe forma de se explicar a diferença entre saudade e apego. Temos que descobrir, com esforço próprio esta diferença, sentindo. Para sentir é preciso isolar a matéria envolta no caso e simplesmente deixar que a emoção aflore, sem forma e sem tempo. Forma e tempo são matéria. Na essência do Universo o tempo não conta. Não há, portanto, regra que possa ser aplicada para se gerar a própria felicidade. Basta viver!
     Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: SAUDADE!
Victor C.