domingo, 18 de setembro de 2011

Volta...

     Eu não sei por que e como isso ainda acontece, só sei que você está presente em tudo, desde o meu acordar até o meu adormecer. Só Deus sabe o quanto eu rezo e imploro para que esse sentimento se disperse e se torne apenas uma mera lembrança feliz.
     É agonizante saber que sinto isso sozinho, que pra você nada disso possui importância alguma. Tudo que fiz, e me arrependo de muitas coisas, foi por te amar, foi por querer ter tudo aquilo de volta.
     Por mais que eu tenha outra, o sentimento de vazio se perpetua em todas as lacunas. Não sou eu mesmo, aplico uma máscara de felicidade que não existe. Queria ter o poder de invadir sua alma e resgatar todo o amor que um dia sentiste por mim. Se torna ridículo dizer isso; eu sei, mas meu ser não vislubra outra alternativa.
     Tudo, e quando eu digo tudo, é tudo mesmo me remete a você. Não julgue que sou fraco ou que isso tudo é apenas uma forma de conformismo, porque não é. Eu só quero você de volta, com todos os teus defeitos, tuas manias, porque eu não ligo... eu os amo.

Victor C.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma hora ela vai embora...

     Saudade é um sentimento traiçoeiro ao meu ver. Dependendo do motivo pelo qual venhamos a senti-la, poderá a mesma ser reconfortante ou até mesmo destrutiva.
     É tão bom quando possuímos orgulho de um determindo momento que vivemos com alguém e mesmo que tenha havido um fim, conseguimos possuir gratidão por termos sido felizes. Um sorriso brota eminente na face. Onde não há mágoas... Aquela saudade gostosa.
     Embora nem tudo sejam flores, nos pegamos em fases desoladas. Saudade de um alguém que sabemos que não nos fez e não nos tem feito bem e mesmo assim um véu recai sobre nossos olhos e esquecemos todo o mal que passamos.
     Saudade não há tempo, não possui idade; é infinita dentro da perspectiva de cada ser. Ela vem e vai como um ciclo vicioso, nos prega peças. Se um dia ela irá embora? Não cabe a mim saber.
     Pensando bem, saudade é um sentimento bom, apego não. Não existe forma de se explicar a diferença entre saudade e apego. Temos que descobrir, com esforço próprio esta diferença, sentindo. Para sentir é preciso isolar a matéria envolta no caso e simplesmente deixar que a emoção aflore, sem forma e sem tempo. Forma e tempo são matéria. Na essência do Universo o tempo não conta. Não há, portanto, regra que possa ser aplicada para se gerar a própria felicidade. Basta viver!
     Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: SAUDADE!
Victor C.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Só;

     A percepção de que não preciso de exatamente ninguém para ser feliz, finalmente está caindo sobre meus olhos. Embora mesmo que de uma forma ligeiramente gradativa, porém não menos existencial. E isso tudo é muito estranho; mais um novo começo.
     Parece que inconscientemente acabei me acostumando com o sofrimento, às vezes um tanto quanto exagerado (confesso), mas eles eram minha única companhia, me confortavam, me tiravam do marasmo e me jogavam na cara um motivo pelo qual "existir", que tolice. Querendo ou não, não ter em quem pensar no momento em que repouso a cabeça no travesseiro para dormir tem-se me mostrado demasiadamente vazio, solitariamente triste.
     O fato de ter que me readaptar a mais essa situação, redundantemente me incita à busca por mais um anseio louco em âmbito de suprir essa carência que sempre torna e retorna.
     Sei também que a vida possui seu curso natural e por mais que eu busque desenfreadamente por algo que não sei ainda ao certo o que seja, com o tempo tudo irá desanuviar-se por completo; sem pressa e ambição eu encontrarei o que me completará.
Victor C.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Lost...

     Ultimamente sinto como se a cada instante estivesse acordando na inércia, e pior que isso, me vejo totalmente perdido. Como se tivesse acabado de nascer sem possuir discernimento sobre exatamente nada, uma criatura jogada em um mundo absurdamente desconhecido, onde olhares machucam mais do que qualquer tipo de tortura existente. Refugiado dentro do meu próprio ser, com medo e alheio a tudo. Toda e qualquer tipo de vontade me é ausente.
     Não consigo ter uma explicação lógica para isso, faltam-me palavras e quando finalmente as encontro, seu desvencilhar se torna pragmático; um balé misto, rápido e fugaz.
     Não há mais para onde fugir. O que me resta é simplesmente aceitar essa condição, não vejo outra maneira.
     É um tipo de sentimento muito novo, uma dor eloquente sem precedentes. O fato de não conseguir extravasar essa angústia externamente está me corroendo por dentro. Eu sei que um dia isso tudo vai passar, mas minha mente não consegue processar essa idéia, os dias subtamente não passam mais.
Victor C.


quinta-feira, 10 de março de 2011

De volta à rotina.

     Já não consigo mais fingir nada que se passa comigo, está tudo tão nítido, me transpareço só com o olhar. E jamais eu desejaria querer ser alvo do sentimento de pena de qualquer que seja o ser. Me disfarço entre olhares buscando um refúgio que me tire de tudo isso.
     Quando eu penso que o suficiente já está à minha porta, uma onda vem e bagunça ainda mais minha já confusa alma. Não tenho vergonha alguma ao dizer que me arrependo de coisas que fiz, se torna ridículo e clichê dizer o oposto. Quisera eu que para tudo na vida houvesse uma forma mágica e rápida de se poder voltar e traçar uma rota totalmente diferente da qual em determinado momento decidimos percorrer.
     Quanto mais o tempo passa, mais percebo que eu realmente não me conheço sequer um pouco; que meus desejos e sentimentos me pregam peças; que meu desapego pode ser meramente ilusório.
     O viver sozinho tem sido difícil, talvez seja o costume falando mais alto, nada mais me satisfaz, e o que poderia o fazer eu não tenho em mãos.
     A vida tem se moldado muito estranha à minha frente, como se me encontrasse em realidades paralelas num frenesi intenso de dor em ambas, não havendo nenhuma contraparte. Já não tenho mais forças de me esconder do que quer que seja, me expondo ao ridículo tenho me encontrado mais vulnerável do que imaginara. O medo do silêncio me atrai mais do que nunca.
     Questiono-me se preciso disso tudo, mas confesso que me acostumei com sentimentos frios, hoje me sinto confortável com suas respectivas presenças. Tenho medo de me tornar depressivo demais, já não sei se cabe a mim ficar nesse caminho por opção ou tentar me reerguer. A cada texto me repito mais e mais, pergunto-me até quando... Minha fragilidade nunca esteve tão clara. 
     Encontro-me literalmente dentro de um trem, retornando hoje à minha rotina entediante, digitando no meu celular mais um devaneio real de platonismo.
Victor C.


terça-feira, 8 de março de 2011

8 e meio.

     Hoje eu estou muito estranho, me sentindo sem chão. Depois do que aconteceu ontem eu queria correr pra cá e colocar tudo nessa tela, o texto vinha por completo na minha cabeça, e agora simplesmente não consigo expressar nada do meu realismo.
     Tudo começou muito mágico e em dobro, estava feliz não só por mim e sim pelo conjunto da obra.
     E uma série de questionamentos pairaram sobre mim. Por que isso tudo? Será que a importância dada foi a mesma? Eu sei que não, mas a esperança era que fosse.
     A sensação era como se já não houvesse mais interesse, e isso me atingiu em cheio. Nada precisava ser dito, estava tudo na cara. Só queria sair dali, antes que o constrangimento fosse ainda maior.
     Como num curta-metragem com um triste fim tudo aconteceu muito rápido, um romance de verão. Mas o engraçado é que fica uma sensação de que não foi e nem vai ser a última vez, o último beijo, o último abraço... Aquele mesmo encanto continua aqui dentro.
     Até vontade de chorar eu tenho, porém minha mente parece não aceitar, parte de mim sabe que seria até um exagero, mas a outra parte sabe a intensidade que tudo isso repercutiu no meu ser e que agora não poderá existir mais esse preenchimento incomum.
     E o futuro a Deus pertence, não posso pressentir nada. Vai ficar uma saudade reprimida, uma saudade antecipada de uma relação futura que não aconteceu. E o mais estranho é que tudo começou e teve seu "fim" exatamente no mesmo lugar.
     E no fim tudo vai permanecer igual, afinal não há nada a fazer.
Victor C.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hoje sei que nada mais sei.

     Sabe quando tudo começa a acontecer do nada? Sentimentos que desaguam como numa cachoeira sem fim me assolam a cabeça. E eu que queria alguém em quem pensar, que cômico! Pena não poder me retroceder.
     Tenho me sentido tão só ultimamente, mais até do que um dia eu tanto quisera. E é horrível sentir-se assim. O vazio parece crescer a cada suspiro. 
     Talvez tudo isso seja um grande e complexo exagero da minha parte. Talvez por algum motivo intrínseco eu queira me sentir assim. Nem mesmo eu mais consigo me ler. Estou me tornando uma incógnita a mim mesmo, e isso é assustador.
     Sem contar nas súbitas e confusas mudanças de humor. A mesma coisa que está me fazendo feliz nesse exato momento poderá está me irritando numa fração de segundos.
     E escrever tem sido fundamental pra me tirar dessa loucura toda.
     Sem mais delongas fico por aqui.
Victor C.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

I Think I'm Not Ready

     Eu odeio me sentir assim, logo quando a única coisa no mundo que eu não queria que acontecesse está acontecendo. Um mesclar de raiva e euforia me envolve.
     Eu não precisava disso, estava tudo tão bem na minha cabeça... Na verdade não, não adianta mentir, mentir pra quem além de mim mesmo? Acho que a única coisa boa que isso trouxe à minha vida foi eliminar vestígios de um passado que merecia ser esquecido. Isso aconteceu! Pronto! Uma nova fase se inicia na minha complicada vidinha pacata. Porém um tsunami monstruoso sem causas pré-determinadas assolou por completo meu cérebro.
     Hoje por motivos irônicamente distintos me vejo perdido novamente, aportando em baías desconhecidas.
E os mesmos medos, as mesmas paranóias voltam a me assombrar. E pelo jeito meu navio já está afundando. Eu estraguei o que nem começou.
Victor C.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma hora ela chega...

     Será que é possível? Comigo? Eu acho que não... Rápido desse jeito? Como assim?! Mas isso nunca me aconteceu, talvez aí esteja o motivo do imensurável e súbito espanto.
     A sensação é maravilhosamente rascante. Borboletas de vidro brincam suntuosamente no meu estômago, num tilintar gracioso, talvez até divino, porém, mais perigoso do que eu queira ou possa prever. 
     A graça está contida nesse passar? Será que verei de novo? Tocarei de novo? Fico totalmente aturdido em pensar.
Acho que nunca me vi em tamanho encantamento; é, essa é a palavra exata.
     E o que me resta é deixar o tempo costurar-se por si só e esperar que nossas linhas um dia voltem a se cruzar.
E uma hora ela há de chegar... A FELICIDADE!
Victor C.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como a vida tem que ser... e será.

     A vida se torna tão engraçada em todos os seus pequenos devaneios.
     E eu sou apenas mais um nesse mundão de João, querendo gozar das pequenas coisas num triunfar infinito. Querendo não me preocupar com o depois, só que esse depois sempre vem.
     O que me fazia muito feliz ontem, talvez o mais feliz dos homens,  me faz mal hoje, não no sentido literal mas sim na lógica inversa que aquela pessoa se propôs.
     Hoje olho pra trás não com pesar, sem mágoas e ainda consigo ser grato! Porque eu FUI feliz sim, aprendi tannntas coisas, amadureci como SER... CRESCI.
Victor C.